Diversidade microbiana no ambiente e em partes do trono imperial de D. Pedro II - caracterização por microbiologia clássica e biologia molecular antes e após intervenções de conservação e restauro
DOI:
https://doi.org/10.14568/cp2019020Palavras-chave:
Trono de D. Pedro II, Bactérias, Fungos, Biologia Molecular, Diversidade MicrobianaResumo
O Museu Imperial tem uma importante coleção histórica da Família Real Portuguesa no Brasil. O trono representa o poder imperial, e é considerado uma das peças mais importantes do Museu. Entretanto, vinha enfrentando há décadas uma deterioração gradual, principalmente devido aos seus componentes em tecido. Devido ao interesse em preservar o objeto, processos de conservação e restauro foram executados em todas as partes do trono. Como parte deste tratamento, uma inspeção microbiológica foi executada em partes selecionadas do objeto, bem como no seu ambiente de guarda. Este estudo de biodeterioração, controle e detecção de espécies microbianas indicou uma clara resposta em relação ao local de guarda, e então o processo de restauro pode ser executado visando solucionar os danos mais pronunciados objetivando restaurar as características originais do artefacto. O estudo indicou uma alta diversidade de fungos e bactérias. Foi observada uma redução de espécies fúngicas detectadas no trono antes e após o restauro, observando-se a recorrência dos gêneros Absidia, Cladosporium e Epicoccum. Essa redução não foi muito pronunciada para as bactérias, observando-se, também, recorrência bacteriana após o restauro (Microbacterium, Staphylococcus e Kocuria). No ar, observou-se o aparecimento de novas espécies fúngicas após o restauro, indicando recontaminação natural na área expositiva.
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